Há mais de cinco anos atrás da resposta…
… cinco logons anos de uma longa busca.
Olho pra trás e não vejo metade do caminho, olho pra frente e somente nevoa impede visualizar o horizonte.. há incerteza se há um caminho…
Antes havia. Imaginavelmente melhor que atual, cheio de esperanças sob o depois, a expectativa toda sob o depois.
E no meio do caminho? No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho… e eu podia continuar lá, contudo resolvi retirá-la e guardá-la para contruir posteriormente um castelo.
Olho para trás e não vejo nada, todavia a frente também não há nenhuma imagem nitida, apenas uma neblina cinza clara que oras condensa oras difunde.
Em busca do vale encantado… mas será que realmente ele existe?!?
Sinto-me perdida…. não sei certamente o que busco, o que penso, o que preciso. Sem rumo, assim me sinto.
Nunca deveria ter parado, jugado tudo para o alto neste momento, não foi uma atitude inteligente, nem lúcida.
Emperrei pior do que burro quando empaca. Jamais devia ter descido do bonde… jamais devia ter parado a terapia, mas não aguentei… cansei de escutar as mesmas perguntas cujas respostas eu não sei conscientemente… chega de escutar que tenho que ser forte, tenho que crescer, ter responsabilidade. Por favor, aonde está escrito na minha testa que quero ser forte?!?
Pois então: EU NÃO SOU!!! NEM QUERO SER!! Não aguento mais as mesmas perguntas se formulando como ervas daninhas sobre a minha cabeça, com a eterna cobrança por atitudesque finjo querer mas não tenho certeza tamanha se consigo enfrentá-la, falta coragem, falta formula exata a ser seguida, falta garantia que se isso for feito vai dar certo, falta mágica.
Vai ver é isso: frustantemente eu não quero mesmo enfrentar nada… será que é permitido continuar a caminhar sem enfrentar? Estava tudo tão simples, a vida passando e eu nada questionando… por que é que foi mudar? Por que é que fui inventar de questionar?!
Não quero enfrentar ninguém, não quero principalmente confrontar ninguém, não quero desafiar, cobranças, culpas, perdão… só quero PAZ pro meu coração e finalmente conseguir responder sem pestejar questões básicas:
- Quem sou?!
- O que quero?
- E como consigo?
Parar a terapia foinecessário, pois estava adoecendo toda vez que pensava que mais uma vez ia para aquelas quatro paredes e que me encarariam novamente friamente apontando-me, esperando eu chegar a mesma conclusão, aquela que lutava e da qual fujo incessantemente.
arggghhhhh!!! Cada vez que isso acontecia minha vontade era sair gritando pela rua…
“Como eu comecei falar desse assunto???”
“Como eu poderia repetir mais uma vez a blasfemia que queria mudar, que dessa vez tentaria pra valer, se as atitudes padrões continuavam?!?”
“Por que desenvolvi este odio por mim?”
“Por que eu não consigo aceitar o amor que foi me dado?!? E também o que foi me privado???”
“Por que esta necessidade insana de amor dos outros todos do mundo?”
Por que me sinto tão rejeitada?”
“como conseguir ser tão articulosa a ponto de criar tantas situações de rejeição numa história?”
“Como será que fui capaz de ler e reler tantas vezes os mesmos enrredos e nunca reconhecer a peça e ser assim tão incapaz de mudar o final?”
“Por que esta palavra ESCOLHA me persegue?!?”
“Não consigo dizer NÃO, não imponho LIMITES, não exijo RESPEITO, não faço o que quero.”
C H E G A !!!!!
Não aguentei tantas peguntas, sempre as mesmas, constantementes ora com as mesmas respostas as quais não quero ouvir, ora sem soluções.
Alguém viu minhas máscaras??
Não quero mais chorar, quero me livrar dessa melancolia. Prefiro as hipocritas mascaras sorridentes do que esta falta de expectativa.
As aguas de março já fecharam o verão…
Muita coisa aconteceu nos últimos dias, acontecimentos todavia nada das minhas atitudes mudam.
Quero mudar não sei como.
Quando menos espero algo inesperado surpreendentemente acontece.
Finalmente após tantas e tantas lágrimas derrubadas tive a tão esperada, desejada conquista de escutar que fiz falta na vida de alguém, que minha ausência foi notada, escutei a bela música:”Senti sua falta”
Provei que não estava nem tão errada, não tão insana ou iludida, causei algo especial dentro daquele alguém que aparentava tão insessivel… um alguém que também com uma importância indescritivelmente enigmática… foi um grande alívio, mesmo sem final feliz conturdente…
Um tiquinho de autoconfiança brotou.
De todo mal não me odeio, pois já vivi coisas lindas, histórias fantasticas, não posso reclamar de quem sou, o que me perturba é não conseguir descobrir em quem e como me transformo em alguém que detona tudo.